Como indivíduos conseguem ser tão frios, calculistas e desumanos?! Durante esses dias em que a mídia noticia o caso de Eliza Samudio, sempre me deparo pensando no que levaria uma pessoa a agir com uma crueldade sem tamanho, para não assumir um filho, se esse é o real motivo desse crime. Lembro muito bem do caso da Isabella Nardoni, que envolvia todo um laço de sangue e ela também foi vítima da frieza de pessoas ou até mesmo animais, porque não acredito que um ser pensante, é capaz de uma covardia dessas. Um profissional que conseguiu sair da pobreza e estava a um passo de conquistar muito mais, se joga em um abismo dessa maneira. É algo sem entendimento.
Amizades podem influenciar, mas não de uma maneira dessa, não acredito que foi só por causa de influência de amigos. E ao meu ver, a esposa desse rapaz, tem uma participação maior no caso, não na cena do crime, mas pressionando a vida do goleiro. Outra coisa é o fato dela saber de tantas traições e permanecer vivendo com esse homem. Tenho consciência da existência de casos semelhantes, que nem envolvem tanto dinheiro assim. Mas, será que as mulheres se submetem a isso por amor e dinheiro?!
É muito triste vermos situações como essas e mais triste ainda é saber que esse nem foi o primeiro e nem será o último caso de crueldade sem tamanho com o ser humano.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Adoção Homoafetiva também é afeto
É um absurdo o congresso querer proibir a adoção homoafetiva. Acredito que um casal homossexual pode ter sim condições de criar uma criança, tão bem quanto um casal hetero. Já discuti esse tema em outra oportunidade e em uma conversa com a Presidente do Grupo de Estudos e Apoio a Adoção - GEAD Recife, Suzana Sofia, fiquei muito impressionada quando ela me disse que em um evento sobre adoção, pediram para opinar sobre a adoção homoafetiva e antes dela responder, uma juíza que se encontrava ao seu lado, comentou baixinho que se fosse para ela dar a guarda de uma criança a um casal homossexual, preferia deixá-la o resto da vida em um abrigo. Fiquei completamente chocada com isso. Quem já foi em abrigos, sabe o quanto é triste uma criança que muitas vezes nem sabe de onde veio, e pior, é vermos tantas crianças abandonadas pelas ruas desse Brasil.
Para adotar uma criança é preciso ter preparo e encarar que será seu filho até o resto da vida e não por um momento. Tantos casais heterossexuais não vivem em condições psicológicas e financeiras de cuidar de crianças e ainda assim são apoiados, só porque são denominados de “família” pela igreja. Mas família, é a traição, o desafeto? Acredito que família é união, carinho, lealdade. Adoção é amor e se um casal gay tem amor para dar, educação e uma boa formação, porque não conceder a guarda de uma criança. Suzana Sofia me contou que a maioria das crianças que um casal heterossexual quer adotar são de pele clara, bem novinhas, e consideradas saudáveis. Grande parte dos casais homossexuais não tem tantas exigências, e chegam a optar pelas crianças que nunca são escolhidas para adoção por um casal “comum”.
E sobre os preconceitos que elas podem encarar, é claro que será preciso prepará-las para mais um tipo de ignorância que nosso povo tem de sobra. As escolas devem trabalhar o assunto, além dos pais, para que essa realidade seja encarada de forma limpa, longe de preconceitos e sofrimentos.
Para adotar uma criança é preciso ter preparo e encarar que será seu filho até o resto da vida e não por um momento. Tantos casais heterossexuais não vivem em condições psicológicas e financeiras de cuidar de crianças e ainda assim são apoiados, só porque são denominados de “família” pela igreja. Mas família, é a traição, o desafeto? Acredito que família é união, carinho, lealdade. Adoção é amor e se um casal gay tem amor para dar, educação e uma boa formação, porque não conceder a guarda de uma criança. Suzana Sofia me contou que a maioria das crianças que um casal heterossexual quer adotar são de pele clara, bem novinhas, e consideradas saudáveis. Grande parte dos casais homossexuais não tem tantas exigências, e chegam a optar pelas crianças que nunca são escolhidas para adoção por um casal “comum”.
E sobre os preconceitos que elas podem encarar, é claro que será preciso prepará-las para mais um tipo de ignorância que nosso povo tem de sobra. As escolas devem trabalhar o assunto, além dos pais, para que essa realidade seja encarada de forma limpa, longe de preconceitos e sofrimentos.
Assinar:
Postagens (Atom)